Parque
Nacional de Sete Cidades
Por Claudia Severo
Você
já esteve no Piauí? Se a resposta é sim,
considere-se um viajante inveterado.
Estado
litorâneo com a menor extensão de costa do Brasil,
apenas 66Km, guarda belas surpresas em seu interior. Uma delas
é o Parque Nacional de Sete Cidades, local que abriga
formações rochosas de cerca de 190 milhões
de anos e ricas inscrições rupestres.
O parque tem
esse nome por causa dos diferentes grupos de rochas que, separados
entre si parecem formar pequenas “cidades”. Cada
uma delas tem suas cabeças de índio ou de Dom
Pedro I, Tartaruga, Arco do Triunfo e o que mais sua imaginação
possa “definir”.
Já as
pinturas rupestres apresentadas na unidade têm cerca
de 6000 anos e são conhecidas internacionalmente.
A
viagem rumo ao Circuito das sete cidades começa em
seu pequeno centro de visitantes, onde encontrará informações
sobre o parque e um guia para acompanhá-lo (é
possível fazer o trajeto à pé ou de carro).
O calor é intenso parece brotar de todos os lados,
portanto muita água, protetor solar, roupa leve, calçado
confortável e chapéu ou boné são
indispensáveis. Nós estivemos por lá
em outubro, em pleno período de seca (que ocorre de
julho a dezembro). Apesar das caminhadas serem relativamente
curtas de uma cidade a outra, sol e calor resultaram em apreciação
e vertigem! De janeiro a junho as cachoeiras estão
mais cheias e o clima mais ameno.
O
cenário de pedras aguçou o imaginário
popular, de escritores e de estudiosos estrangeiros que criaram
certas teorias sobre o local.
Para Erich von Däniken, autor
de “Eram os deus astronautas?” forças não-naturais
construíram as Sete Cidades. A erosão agiu diferentemente
em cada grupo de rochas e em algumas divisões há
linhas retas em tinta vermelha. Seria o trabalho de um arquiteto
intergalático querendo “(...) saber se a raça
humana sabe dar o passo para evoluir ou se é pré-programada
pra se destruir (...)”? (parafraseando a letra da música
“O retorno do maia intergalático”, de Lulu
Santos.).
|